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sábado, 14 de novembro de 2015

COMO SABER EM QUE LUGAR SE ESTÁ NA FILA DO TRANSPLANTE DE RIM?


Fiquei durante muito tempo sem saber em que lugar eu estava na fila do transplante renal. Meus contatos com o serviço de transplantes são anuais e eles sempre foram dedicados e atenciosos com a parte médica, mas desligados com a parte burocrática.


Como já estou há nove anos na fila de transplante, e fui chamado apenas duas vezes, tendo ficado em décimo lugar na fila de dez, suspeitei que houvesse algo errado e solicitei à assistente social de minha clínica que obtivesse informações possíveis sobre minha inscrição na fila de transplantes.

Consegui, assim, o acesso ao número do RGCT, que é o Registro Geral na Central de Transplantes. É um número de nove algarismos com um hífen após os cinco primeiros, por exemplo:

99999-9999

Com este número, o paciente pode acessar o site da Central Nacional de Transplantes, no seguinte endereço:


Nesta página, acesse o link de Cadastro Técnico de Rim (pacientes que estão na fila de transplantes de rins).

Agora, terá que preencher os seguintes campos:

RGCT (que você obteve no seu serviço de hemodiálise ou no de transplantes) – Não se esqueça do hífen!

O dia do nascimento do paciente

O número do CPF do paciente

Copie as letras e números escritas ao lado de um campo vazio

Aperte ENTER

Você terá acesso ao seu cadastro, que informa, entre outras coisas, seus dados pessoais, sua data de inscrição, em que hospital você está inscrito para transplantar, a última data de entrega do soro, o resultado do exame de painel e de HLA, e sua posição na lista (lista ativa e cadastro técnico).


Se você está na lista e deseja transplantar, acesse esta página sempre e verifique se os dados estão certos. Se você mudou de equipe transplantadora (hospital), não deixe de acompanhar sua inscrição. Se foi inativado em função de alguma doença e já se curou, verifique se já foi reativado. Este é o único instrumento que você tem para evitar erros burocráticos e assegurar seus direitos.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A FILA DO TRANSPLANTE


Em seu estágio terminal, a Insuficiência Renal Crônica exige que as pessoas façam tratamento substitutivo para continuarem vivas. São três as formas atuais de tratamento: a diálise peritoneal, a hemodiálise e o transplante de rim. 

Eu atingi a fase terminal da IRC no final de 2005 e tenho percebido que as pessoas conhecem pouco sobre a doença e a vida do doente. Algumas perguntas são recorrentes, e costumo responder pacientemente, embora alguns colegas de hemodiálise não se disponham a fazê-lo.

A pergunta que originou este blog é: mas você está na fila do transplante, não está? Ou, você pretende fazer transplante?

Há dois problemas com esta pergunta: primeiro, a fila do transplante não é bem uma fila. Hoje se selecionam os pacientes pela antiguidade do registro, mas principalmente pela compatibilidade com o órgão doado.

O segundo, e maior, talvez criado pela imprensa: o transplante não é a solução dos problemas, mas uma forma de tratamento, talvez a que mais assegure qualidade de vida ao paciente.

Após o transplante, continua a luta para obter e utilizar os imunossupressores, que deverão auxiliar na luta contra a rejeição do órgão. Alguns pacientes perdem o órgão por motivos diversos, pouco tempo após o transplante, e outros o perdem muitos anos após, mas um transplante não é eterno ou "até que a morte os separe", como costuma imaginar e desejar os amigos de pacientes renais.

Este blog foi escrito para informar as pessoas em geral como vive esta minoria (não tão pequena, li algures que 120 mil brasileiros necessitavam fazer hemodiálise (deve ser tratamento substitutivo e não hemodiálise) e cerca de 70 mil estavam em tratamento em 2005).

Se você é paciente com IRC ou conhece alguém em tratamento substitutivo da função renal, participe do blog e conheça um pouco mais sobre necessidades, vivências, histórias, etc.